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O que os ricos e poderosos pensam

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Novas no Batma. Tempestade social?


O que protestos nos EUA não fazem

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A educação e a propaganda do governo sobre educação

Nas últimas semanas temos visto muita propaganda do governo federal sobre a educação. Essa propaganda vai desde a Dilma fazendo um pronunciamento no dia 6 de setembro onde disse que a educação vai mudar para melhor até a insistente campanha publicitária do MEC (Ministério da Educação) na televisão dizendo que o Brasil realizou grandes conquistas na expansão do ensino superior e profissionalizante. Quem não está muito informado ou por dentro das condições em que se encontram as instituições de ensino tende a achar muito bom o aumento de dias letivos ou de carga horária nas escolas, por exemplo. Vai achar maravilhoso a criação de novos campus e a expansão de vagas no ensino superior. Afinal, quem vai se colocar contrário a uma política de expansão do ensino?

Mas essas propagandas contam apenas parte da história. Curiosamente, essa ofensiva propagandística acontece no mesmo momento em que teve greve de professores da rede pública em vários estados. Esse movimento grevista chamou a atenção de toda a sociedade para a situação extremamente precária em que se encontram as escolas públicas e o baixíssimo salário desses trabalhadores tão importantes na formação e educação dos brasileiros. E isso ganhou mais destaque ainda com o discurso de Amanda Gurgel que se popularizou na internet.

No ensino superior público, nos institutos federais e nas universidades, está acontecendo uma onda de manifestação estudantil que conta com atos de protesto que chegam a contar com 2 mil estudantes. Esse movimento já ocupou várias reitorias em questão de dias. Há um ponto em comum que une esses protestos que são os problemas acumulados desde a expansão de vagas que começou em 2007 com o REUNI e que promete continuar da mesma maneira irresponsável com o novo PNE (Plano Nacional da Educação). As pessoas entram na universidade e se deparam com a realidade de não poder ter aula porque falta professor ou sala de aula. A universidade cresceu no número de estudantes mas não cresceu na mesma proporção a sua estrutura e as condições de ensino e de permanência do estudante.

Nestas condições em que está a educação brasileira não é possível implementar nenhuma melhora sem um imediato aumento no orçamento destinado a educação pública. Aumentar os dias letivos ou o tempo que o aluno passa na escola sem melhorar a estrutura das escolas, sem contratar mais professores concursados e sem dar um salário condizente com a atividade de um trabalhador da educação só vai sobrecarregar mais ainda os professores e precarizar mais o ensino. É por isso que a expansão do ensino superior é mais bonito nas estatísticas do que na realidade. Nas estatísticas as universidades aparecem em números inteiros, já na realidade as universidades estão implodindo.

Não é aceitável que um país que tem o 7º maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo tenha uma educação no nível dos países mais pobres como Botswana (o qual está na frente do Brasil na ranking de educação da ONU). Uma política consequente para combater o analfabetismo, melhorar nossas escolas públicas e expandir o ensino superior público com qualidade tem que começar investindo de imediato 10% do PIB na educação pública! Sem verbas nenhum plano funciona. Hoje o governo aplica menos de 5%, sendo que todo ano há cortes na verba destinada para a educação.

A ANEL (Assembleia Nacional de Estudantes – Livre!) está organizando, junto com outras entidades e movimentos, a Campanha Nacional 10% do PIB para a educação pública já! Junte-se a nós nesta luta em defesa da educação pública assinando o abaixo-assinado ou ajudando a organizar a campanha em sua cidade.





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Gov Dilma e a classe trabalhadora



A eleição para presidente acabou. Não é mais preciso fazer promessas ao vento nem esconder os planos impopulares. De repente os problemas do país reaparecem. A mídia e o governo falam abertamente da guerra cambial, reforma da previdência, cortes no orçamento.

Isso acontece no mesmo momento em que a crise econômica internacional se aprofunda. Irlanda e Grécia estão quase quebrando. Espanha, Inglaterra e Portugal estão ameaçadas por uma profunda recessão. As medidas que estes países estão aplicando é o próprio fim do Estado de Bem Estar Social. Há quem diga que seja a latino-americanização da Europa.

Aqui, Dilma anuncia os nomes de seu governo. E o que vemos é a divisão do governo em lotes e cada cacique e partido aliado tem a sua cota. É como Michel Temer, vice da Dilma, disse em um almoço com senadores: “Estamos aqui partilhando o pão, e queremos partilhar com vocês o próximo governo”. Os nomes que forma o futuro governo Dilma são a clara afirmação do compromisso de manter a essência da política econômica do governo Lula e o alinhamento à política internacional de fazerem os trabalhadores pagarem pela crise dos ricos. Significa mais ataques aos direitos da classe trabalhadora e do povo pobre.

Isso se manifesta na fala do atual e futuro Ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao dizer que o orçamento da União em 2011 já começará com um corte de 20 bilhões de reais para pagar os juros da dívida pública e engordar os banqueiros nacionais e internacionais. É claro que essa grana vai sair das áreas de sempre como saúde e educação. Para pagar a dívida com a agiotagem internacional o governo vai aumentar a dívida que o Estado tem na educação para com a população brasileira. Isso significa que ano que vem a universidade e escolas públicas sofrerão ataques ainda maiores o que se traduz em uma educação mais precária e mais privatizada.

Prova disso é o anúncio de medidas parecidas com as que se vê na União Européia. Congelamento de salários dos servidores federais, ajuste fiscal, a intenção de flexibilizar os direitos trabalhistas e de facilitar as demissões.

O futuro Ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, já afirmou que “problema grave mesmo é o déficit da previdência”. Isso é mentira deslavada. Não existe rombo, existe é roubo! Todo ano desviam verbas da previdência social para outros fins como para o superávit primário ou simplesmente roubam descaradamente. O que querem é colocar as mãos em mais dinheiro público e fazer os trabalhadores trabalharem por mais tempo e receberem menos aposentadoria. A previdência social não é deficitária e é o maior e principal programa de distribuição de renda do Brasil.

Infelizmente, essas políticas todas mostram que o governo Dilma vai seguir priorizando os interesses dos grandes empresários e banqueiros. Não é à toa que o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, falou publicamente que "o gov. Dilma será um governo amigável com a iniciativa privada e o empreendedorismo."

É por causa desses ataques e o exemplo das manifestações que se vê na Europa que várias entidades do movimento sindical e popular fizeram uma reunião no dia 25/11. Entidades como CSP-Conlutas, FST, MTL, COBAP, MTST, Intersindical e muitas outras aprovaram a construção de uma jornada de mobilizações para a primeira metade de 2011 com o objetivo de defender os direitos dos trabalhadores e do povo pobre. E já tem nova reunião marcada para organizar isso: 27/01/11 em Brasília.

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novo enem = democratização?



Protesto em São Paulo
O novo Enem foi criado com o mote "democratização do ensino" só que de lá pra cá veio aprofundando as desigualdades existentes no vestibular tradicional porque, se antes essas desigualdades já eram estabelecidas entre aqueles que podem pagar um cursinho e aqueles que não podem, agora a desigualdade se estende para as diferenças regionais. 

E isso fica muito claro quando vemos que a nota geral dos estudantes que cursaram o ensino médio particular no sudeste é 70,55 e a nota média dos estudantes que cursaram o ensino médio público no nordeste é de 44,93.

Só com o livre acesso às universidades públicas poderemos falar em um verdadeiro “fim do vestibular”. Da mesma forma que os estudantes ao concluírem o ensino fundamental têm o direito imediato a cursar o ensino médio, os que concluem o ensino médio deveriam ter o direito de se matricular imediatamente em um curso de graduação.
Protesto no Rio

É a escassez de verbas e vagas que nos condena a brutal competição. A atual política de educação no Brasil continuou e agravou os problemas e isso expressou uma queda de 20 posições no ranking idh-educação da ONU  (de 73 para 93) e agora o nosso país se encontra abaixo de países muiiiito pobres como Bostwana. 

Pra isso mudar basta tratar a educação como prioridade e não como enfeite de campanha ou mercadoria. O Brasil é a 8 maior economia do mundo e pode oferecer ensino público básico e superior de qualidade para todos os seus jovens. Não há porque esperar menos!

Recomendo a todos darem uma passadinha nesses links pois tem material bem legal:


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O mito do Brasil do Futuro

Começamos este ano com um monte de declarações na mídia e do próprio governo sobre como é grande o potencial brasileiro que chegou emprestar dinheiro pro FMI, achou o petróleo do pré-sal e que, como prova dessa futuro maravilhoso, vai sediar as Olimpíadas e a Copa do Mundo. Esse é o famoso mito do país do futuro que é cantarolado aqui nas nossas terras há pelo menos um século.

Esse Brasil do qual eles falam é um país imaginário ou, pelo menos, é o Brasil deles! A realidade que a imensa maioria dos brasileiros têm vivido, dia após dia, nos últimos 20 anos não é colorida. Esse discurso ufanista fala do Brasil 8ª economia do mundo, mas o povo vive o Brasil do 3º lugar no ranking dos países mais desiguais do mundo (ranking da ONU).

O mito do país do futuro pertence ao Brasil dos banqueiros que na crise econômica mundial chegaram a falir ou perto da falência. Mas o Brasil deles é bondoso e ágil e em poucas semanas deslocou bilhões e bilhões de reais para salvá-los da falência. Agora, quando uma calamidade atinge a população trabalhadora e pobre mata centenas de pessoas e desaloja muitas famílias. Aí o presidente fala: só resta rezar para deus. Foi isso que aconteceu no Rio de Janeiro no início do ano. A pergunta que fica é por que não falou isso para os banqueiros? Ou por que não usou centenas de bilhões de reais propiciando melhores condições de vida, melhores condições de moradia, e emprego, educação e saúde? Com certeza a tragédia não teria tais dimensões ou quem sabe nem teria acontecido uma tragédia.

O Brasil do futuro deles é construído com o nosso Brasil da pobreza, da desigualdade, da corrupção, do desemprego.

Veja só. O gov. Lula destinou mais de 475 bilhões de reais para salvar as grandes empresas. O mesmo aconteceu nos outros países. No total foram 24 trilhões de dólares no mundo todo para salvar grandes empresas e bancos. Esse salvamento limpou os cofres públicos, endividou ainda mais os países e alimentou a famosa “bolha financeira”.

É claro que alguém tem que pagar por essa conta. Um exemplo de quem vai pagar já foi dado na Grécia, Itália, Espanha, Portugal, França (e outros países europeus) que, orientados pelo FMI, estão promovendo o empobrecimento de suas populações tirando direitos trabalhistas, diminuindo salários e cortando fortemente o orçamento dedicado às políticas sociais. Há quem diga que estão promovendo a “latino americanização” da Europa.

Felizmente os trabalhadores desses países não estão aceitando esses absurdos de cabeça baixa e estão enfrentando suas elites com fortes greves e protestos massivos como na Grécia e França. Suas lutas continuam vivas como demonstrou os protestos recentes na frança.

O Brasil também saiu mais endividado desta crise e, claro, mais dependente. Para se ter uma ideia, as multinacionais controlam diretamente 49% das empresas no Brasil (de forma indireta controlam muito mais). Outro exemplo de nossa dependência político e econômica é a dívida pública de nosso país. No início de 2003 era de aproximadamente 650 bilhões de reais e vai terminar o ano de 2010 em aproximadamente 2 trilhões de reais. Entre 2003-2009 o Brasil pagou 2 trilhões de reais só em juros para rolar a dívida. Ou seja, pagou em juros o mesmo valor da dívida. Os donos dos papéis da dívida, que lucram com essa sangria, são empresas e bancos e são multinacionais em sua maioria.

São as grandes empresas que decidem para onde vai a riqueza nacional. É por isso que o crescimento econômico não significa igual melhora da vida dos brasileiros. Por exemplo: o lucro das grandes empresas cresceu em 400%, porém, no mesmo período, o salário mínimo aumentou apenas 54%. Este é o Brasil, terceiro lugar no ranking dos mais desiguais!

O discurso de país do futuro que partidos tradicionais como PT, PSDB e PV estão usando é pura fantasia para vender ilusões assim como uma lotérica vende a ilusão de ascensão social em cada bilhete de loteria. Uma real mudança nas condições de vida dos trabalhadores brasileiros passa por uma transformação radical do país.

Para acabar com o Brasil do desemprego, da corrupção, da desigualdade, da pobreza é preciso acabar justamente com a causa desses problemas. Toda a riqueza produzida no Brasil (o famoso PIB) é produzida por um grande número de pessoas e, em última escala, por todos os trabalhadores do país. Se é produzido por todos então é uma riqueza social. Não há explicação para que os patrões se adonem do fruto do trabalho de todos a não ser a manutenção dos históricos problemas que afligem e martirizam os trabalhadores brasileiros e que são responsáveis pela exclusão e marginalização de boa parte da população.

Só é possível acabar com os males de nossa sociedade atual usando a riqueza produzida pelos trabalhadores brasileiros para fins sociais e de forma democrática. Só a classe trabalhadora pode mudar o Brasil, e pode fazer isso através de uma revolução social que estatize as empresas, terras e bancos e coloque o trabalhador no comando de cada uma delas e no comando da nação.





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Que Marina o quê!!!

Semana passada enviaram uns emails na lista do centro acadêmico do meu curso usando o e-mail proprietário. O teor era apologia a Marina Silva do PV. Ainda hoje não se sabe quem usou do privilégio de ter acesso ao e-mail proprietário para fazer isso. Tratei de responder o email:


Em primeiro lugar, não se deve usar do privilégio de ter acesso ao email proprietário da lista para enviar este tipo de email. Assuma que defende marina e envie com o próprio email.

Em segundo, serei curto pois tenho que sair daqui a pouco. Quem escreveu esse texto em apologia a Marina (PV) esqueceu de dizer que o PV tbm é governo pois faz parte da base de sustentaçãod o governo Lula. Inclusive ganhou ministério no esquemão do toma lá dá cá. Também esqueceu que a Marina foi ministra do Lula e esqueceu que ela era ministra do meio-ambiente. Quem escreveu omitiu deslavadamente que os transgênicos, a transposição do rio são francisco, a privatização da amazônia através de concessões de terra são todas medidas pautadas pelo lucro e não pela ecologia. Pra terminar, o vice dela é dono da Natura que sfore váriso processos por biopirataria. Grande ecologia... Além disso a Natura não tem trabalahdor, ela tem colaborador o que faz com que os "colaboradores" não tenham direitos trabalhistas.

Além disso, Marina já falou mais de uma vez que vai continuar o modelo econômico dos últimos 16 anos.  Ora, uma das medidas mais imeditatas é o fim das políticas econômicas neoliberais que ampliam o saque às riquezas dos recursos naturais dos países mais pobres. Mas é claro que qualquer luta contra a devastação ambiental, ou que exija a criação de leis de proteção, vai contra as leis de mercado e se choca diretamente com os governos. Por isso, essa luta deve se articular com as demandas da classe trabalhadora e suas organizações, que constituem a força fundamental para qualquer transformação radical da sociedade.


O que a natureza precisa é de uma ecologia socialista. É de eco-socialismo!