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O mito do Brasil do Futuro

Começamos este ano com um monte de declarações na mídia e do próprio governo sobre como é grande o potencial brasileiro que chegou emprestar dinheiro pro FMI, achou o petróleo do pré-sal e que, como prova dessa futuro maravilhoso, vai sediar as Olimpíadas e a Copa do Mundo. Esse é o famoso mito do país do futuro que é cantarolado aqui nas nossas terras há pelo menos um século.

Esse Brasil do qual eles falam é um país imaginário ou, pelo menos, é o Brasil deles! A realidade que a imensa maioria dos brasileiros têm vivido, dia após dia, nos últimos 20 anos não é colorida. Esse discurso ufanista fala do Brasil 8ª economia do mundo, mas o povo vive o Brasil do 3º lugar no ranking dos países mais desiguais do mundo (ranking da ONU).

O mito do país do futuro pertence ao Brasil dos banqueiros que na crise econômica mundial chegaram a falir ou perto da falência. Mas o Brasil deles é bondoso e ágil e em poucas semanas deslocou bilhões e bilhões de reais para salvá-los da falência. Agora, quando uma calamidade atinge a população trabalhadora e pobre mata centenas de pessoas e desaloja muitas famílias. Aí o presidente fala: só resta rezar para deus. Foi isso que aconteceu no Rio de Janeiro no início do ano. A pergunta que fica é por que não falou isso para os banqueiros? Ou por que não usou centenas de bilhões de reais propiciando melhores condições de vida, melhores condições de moradia, e emprego, educação e saúde? Com certeza a tragédia não teria tais dimensões ou quem sabe nem teria acontecido uma tragédia.

O Brasil do futuro deles é construído com o nosso Brasil da pobreza, da desigualdade, da corrupção, do desemprego.

Veja só. O gov. Lula destinou mais de 475 bilhões de reais para salvar as grandes empresas. O mesmo aconteceu nos outros países. No total foram 24 trilhões de dólares no mundo todo para salvar grandes empresas e bancos. Esse salvamento limpou os cofres públicos, endividou ainda mais os países e alimentou a famosa “bolha financeira”.

É claro que alguém tem que pagar por essa conta. Um exemplo de quem vai pagar já foi dado na Grécia, Itália, Espanha, Portugal, França (e outros países europeus) que, orientados pelo FMI, estão promovendo o empobrecimento de suas populações tirando direitos trabalhistas, diminuindo salários e cortando fortemente o orçamento dedicado às políticas sociais. Há quem diga que estão promovendo a “latino americanização” da Europa.

Felizmente os trabalhadores desses países não estão aceitando esses absurdos de cabeça baixa e estão enfrentando suas elites com fortes greves e protestos massivos como na Grécia e França. Suas lutas continuam vivas como demonstrou os protestos recentes na frança.

O Brasil também saiu mais endividado desta crise e, claro, mais dependente. Para se ter uma ideia, as multinacionais controlam diretamente 49% das empresas no Brasil (de forma indireta controlam muito mais). Outro exemplo de nossa dependência político e econômica é a dívida pública de nosso país. No início de 2003 era de aproximadamente 650 bilhões de reais e vai terminar o ano de 2010 em aproximadamente 2 trilhões de reais. Entre 2003-2009 o Brasil pagou 2 trilhões de reais só em juros para rolar a dívida. Ou seja, pagou em juros o mesmo valor da dívida. Os donos dos papéis da dívida, que lucram com essa sangria, são empresas e bancos e são multinacionais em sua maioria.

São as grandes empresas que decidem para onde vai a riqueza nacional. É por isso que o crescimento econômico não significa igual melhora da vida dos brasileiros. Por exemplo: o lucro das grandes empresas cresceu em 400%, porém, no mesmo período, o salário mínimo aumentou apenas 54%. Este é o Brasil, terceiro lugar no ranking dos mais desiguais!

O discurso de país do futuro que partidos tradicionais como PT, PSDB e PV estão usando é pura fantasia para vender ilusões assim como uma lotérica vende a ilusão de ascensão social em cada bilhete de loteria. Uma real mudança nas condições de vida dos trabalhadores brasileiros passa por uma transformação radical do país.

Para acabar com o Brasil do desemprego, da corrupção, da desigualdade, da pobreza é preciso acabar justamente com a causa desses problemas. Toda a riqueza produzida no Brasil (o famoso PIB) é produzida por um grande número de pessoas e, em última escala, por todos os trabalhadores do país. Se é produzido por todos então é uma riqueza social. Não há explicação para que os patrões se adonem do fruto do trabalho de todos a não ser a manutenção dos históricos problemas que afligem e martirizam os trabalhadores brasileiros e que são responsáveis pela exclusão e marginalização de boa parte da população.

Só é possível acabar com os males de nossa sociedade atual usando a riqueza produzida pelos trabalhadores brasileiros para fins sociais e de forma democrática. Só a classe trabalhadora pode mudar o Brasil, e pode fazer isso através de uma revolução social que estatize as empresas, terras e bancos e coloque o trabalhador no comando de cada uma delas e no comando da nação.





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Que Marina o quê!!!

Semana passada enviaram uns emails na lista do centro acadêmico do meu curso usando o e-mail proprietário. O teor era apologia a Marina Silva do PV. Ainda hoje não se sabe quem usou do privilégio de ter acesso ao e-mail proprietário para fazer isso. Tratei de responder o email:


Em primeiro lugar, não se deve usar do privilégio de ter acesso ao email proprietário da lista para enviar este tipo de email. Assuma que defende marina e envie com o próprio email.

Em segundo, serei curto pois tenho que sair daqui a pouco. Quem escreveu esse texto em apologia a Marina (PV) esqueceu de dizer que o PV tbm é governo pois faz parte da base de sustentaçãod o governo Lula. Inclusive ganhou ministério no esquemão do toma lá dá cá. Também esqueceu que a Marina foi ministra do Lula e esqueceu que ela era ministra do meio-ambiente. Quem escreveu omitiu deslavadamente que os transgênicos, a transposição do rio são francisco, a privatização da amazônia através de concessões de terra são todas medidas pautadas pelo lucro e não pela ecologia. Pra terminar, o vice dela é dono da Natura que sfore váriso processos por biopirataria. Grande ecologia... Além disso a Natura não tem trabalahdor, ela tem colaborador o que faz com que os "colaboradores" não tenham direitos trabalhistas.

Além disso, Marina já falou mais de uma vez que vai continuar o modelo econômico dos últimos 16 anos.  Ora, uma das medidas mais imeditatas é o fim das políticas econômicas neoliberais que ampliam o saque às riquezas dos recursos naturais dos países mais pobres. Mas é claro que qualquer luta contra a devastação ambiental, ou que exija a criação de leis de proteção, vai contra as leis de mercado e se choca diretamente com os governos. Por isso, essa luta deve se articular com as demandas da classe trabalhadora e suas organizações, que constituem a força fundamental para qualquer transformação radical da sociedade.


O que a natureza precisa é de uma ecologia socialista. É de eco-socialismo!